<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869514</id><updated>2011-04-22T00:13:24.587-03:00</updated><title type='text'>Renata Celeste</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebaterenataceleste.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869514/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebaterenataceleste.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31869514.post-115435983476887153</id><published>2006-07-31T12:30:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T17:29:00.848-02:00</updated><title type='text'>O Estado, A Democracia e outros Fantasmas</title><content type='html'>&lt;p class="Textoverdana"&gt;&lt;strong&gt;Renata Celeste Sales&lt;br /&gt;                          &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;renataceleste9@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;                           &lt;p class="Textoverdana"&gt;Hirschman, economista e estudioso alemão, anunciou quanto ao capitalismo que este tinha realizado o seu pretendido, qual foi &lt;em class="Textoverdana"&gt;, " reprimir certos impulsos e tendências e produzir uma personalidade humana menos multifacetada, menos imprevisível e mais unidimensional" &lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;                           &lt;p class="Textoverdana"&gt;Entrevemos que na sua finalidade repousava a sua pior característica: a criação de uma sociedade estática irrepreensível e ao mesmo tempo não combativa. Junto a esse campo teórico e prático de sistema econômico, desenvolveu-se o paradigma do Estado Social Democrático de Direito. Duas formas havidas das Revoluções ocorridas entre os séculos XVIII e XIX que significaram a tomada de controle pela burguesia: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. Por sua vez se iniciava aquilo que denominamos Estado Moderno. Cabe analisar a palavra-chave no processo da modernidade: a democracia. Esta sofreu e sofre um desvirtuamento conceitual e prático que serve para legitimar a atuação estatal nos diversos países desenvolvidos e subdesenvolvidos sob uma forma de democracia vigiada ,que respeita os limites de liberdade traçados pelo Estado. A explicação para uma democracia contida pode ser encontrada na discussão e prática ,ainda não superada, da dualidade entre Estado/ sociedade civil. Entramos, portanto, em um espaço de sectarização que concretiza uma posição hegemônica do Estado frente à sociedade civil restringindo, assim, o espaço da cidadania democrática. Utilizando o pensamento de Hegel, este via a sociedade civil como um estágio menos desenvolvido do que o Estado, nesse caso a sociedade civil deveria estar em subordinação ao Estado, o pensamento de Marx veio em seguida para inverter essa ótica, no entanto tratou apenas de teoria econômica, desconsiderando dois sistemas fundamentais, a política e o Direito, foi um esboço de uma nova interpretação, mas o problema central continuou a existir, a sociedade não atuava na construção do sistema social e político. Observamos na atualidade a consequência dessa divisão Estado e sociedade civil que imprime a problemática sobre a concreta democracia e a efetivação da cidadania participativa. &lt;/p&gt;                           &lt;p class="Textoverdana"&gt;Não existe a radicalidade de negar a existência da democracia, o que temos é uma democracia incipiente, insuficiente para compor os valores que sua substância carrega. O modelo hegemônico de Estado desnatura a democracia e opera um intervencionismo autoritário, o espaço dialógico de sociedade, povo e organização de Estado é substituído por uma concepção hegemônica de poder com lugar específico e definido, o Estado. Alertamos para a crise paradigmática do Estado democrático, esboçada numa ausência de espaço participativo ou o que poderíamos denominar de confusão conceitual acerca da participação, visto que o Estado simplificou a atitude democrática participativa ao ato do voto direto. Vislumbramos, então, a necessidade da renovação que atinja as bases da democracia moderna, o conceito de participação, a caracterização da cidadania ativa e a verdadeira função do Estado. De princípio, tem-se a fundamental busca pelo máximo de consciência democrática, dessa busca depreende-se a necessidade de emancipação da democracia que passa pela renovação intelectual e prática. A renovação da democracia deverá ser pautada pela participação e essa deverá ser estudada sob uma perspectiva ampliada e consoante com a necessidade de um Estado moderno, a participação não pode e não é resumida ao ato do voto. O voto por si só não legitima a democracia, nem tampouco serve como corolário da cidadania ativa. &lt;/p&gt;                           &lt;p class="Textoverdana"&gt;Chegamos ao ponto em que se mostra toda a prejudicialidade de um sistema vertical escondido sob um matiz de pilares democráticos. A supremacia do Estado frente à sociedade civil engessa o desenvolvimento social e político da nação, em nosso caso específico, onde temos um contingente alto de uma população que vive à margem, a dominação de ação do Estado se torna ainda mais fácil e a expressão da cidadania ainda mais vaga. A proposta é a inversão desse modelo vertical, onde o povo, a sociedade exerça sua cidadania e se apresente como a legitimadora do Estado, afinal o espaço político é um espaço de construção social e a soberania política costuma ser conceituada como o poder ao povo. É preciso implantar um modelo de cidadania ativa, onde o cidadão realmente participe da construção e condução do espaço político e social do Estado. Essa cidadania é representada, sobretudo, pela horizontalidade entre os participantes. Através da cidadania ativa organizada horizontalmente observaremos um espaço de autonomia sendo o subsídio necessário à efetivação da soberania popular, será a aplicação de uma democracia participativa e de um republicanismo cívico convertendo ao povo seu poder de enfrentamento e construção do Estado. O espaço de cidadania ora pertencente ao Estado deverá obedecer a uma inversão, sendo prontamente exercido pelo povo. &lt;/p&gt;                           &lt;p class="Textoverdana"&gt;O nosso modelo republicano também apresenta uma crise de funcionamento, ao ponto de ser-nos razoável hoje, perguntar-nos se estamos vivendo sob uma República? Bem, ao que parece o sistema republicano rendeu-se ao estilo do liberalismo, com isso intensificou uma valorização pelo privado ao mesmo tempo que entendia como dispensável e não viável a participação do indivíduo na esfera política. Perdeu as origens cívicas, mas algumas teses desenvolvidas na atualidade começam a cobrar o resgate do republicanismo cívico, o qual atribui ao indivíduo inserção no espaço político, todo esse debate caminha a dois pontos: cidadania democrática e efetivação da soberania, é o interesse pelo restabelecimento da democracia e da República no país. É mais um de tantos momentos ímpares da nossa história, novamente o devir do tempo nos chama ao pensar com criticidade e ao agir concretamente em defesa de um Estado verdadeiramente democrático. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31869514-115435983476887153?l=jornalorebaterenataceleste.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalorebaterenataceleste.blogspot.com/feeds/115435983476887153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31869514&amp;postID=115435983476887153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869514/posts/default/115435983476887153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31869514/posts/default/115435983476887153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalorebaterenataceleste.blogspot.com/2006/07/o-estado-democracia-e-outros-fantasmas.html' title='O Estado, A Democracia e outros Fantasmas'/><author><name>Blogs dos Colunistas Caderno R</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14122390375110591444</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='7' src='http://www.jornalorebate.com/cadernor/cadernoR.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
